segunda-feira, 2 de abril de 2012

RALLYES À CHUVA

Ari Vatanen, rallye du Quebec 1979 Super Especial
  1. Já não podem andar á chuva os pilotos...
  2. Já não podem andar com nevoeiro, por razoes de segurança...
  3. Reclamam dos troços á noite,
Enfim, como se pode ver na foto, chuvia muito naquele dia, e era o primeiro, o homem que está na foto ficou em 3º, e até estava no inicio de carreira, e o co piloto até é um dos homens mais fortes dos rallyes, agora simplesmente cancela-se 3 especiais porque está de chuva.

quarta-feira, 28 de março de 2012

RALLYE VINHO DO PORTO 1980

Ari Vatanen Lousã 1980
Começa o Rallye de Portugal 2012 e estávamos em 1980, em março talvez, portanto há 32 anos, e imagens como estas são raras, tirada na Lousã nas bombas de gasolina dum amigo meu, acho que diz tudo esta fotografia, acerca do piloto, do país em que viviamos, treinos com os muletos, o contacto com os pilotos que existia nessa altura e sobretudo o grande campeão do ano a seguir, Ari Vatanen, o David Richards, devia estar a pagar ao senhor das bombas.

terça-feira, 20 de março de 2012

20 anos passados

O tempo passa depressa, os carros passam depressa, nem todos, mas o bicho dos rallyes continua sempre, apesar de não ser a mesma coisa, faz agora 20 anos que se ia ver fafe, carvalho de rei, freita, s lourenço, aboboreira, viseu, cada um com a sua história, a longa semana fora de casa, a fazer 1.500 kms por essas nacionais, a conviver com as gentes de cada região, com sotaques diferentes, a beber vinhos de adegas diferentes, comidas etc, a fazer barbaridades no transito, a efectuar troços com os carros de aluguer, isto sempre acompanhado pelo meu melhor amigo Nuno, que raramente vejo, mas não esqueço.
As vitórias do Carlos, do Juha, do Miki, os Lancia Integrale, o Ford Cosworth, o Toyota Celica.
As noitadas em fafe, em Arganil, os autocolantes colados nos carros de Aluguer, e as histórias que tinhamos de contar aos empregados da garagem do João, o dinheiro que se gastava, onde nem se falava em crise, pois viviamos todos em casa do papá e da mamã.
Enfim mais velho, mas com boa memória, e saudades disto tudo.

terça-feira, 13 de março de 2012

FIAT 131 ABARTH

Nunca fui grande fã dos produtos italianos, desde motas, carros, bicicletas, etc, mas tenho que dizer que o que fazem tem pinta, mas a qualidade é de assustar, depois do projecto Lancia Stratos ter acabado, o grupo Fiat começou a correr nos Rallyes, com 131 Mirafiori, que na sua versão de série era de assustar, mas o grupo 4 desenvolvido pela Abarth, ao principio comandados pelo Daniele Audetto, mais tarde substituido pelo grande Cesare Fiorio, teve enorme sucesso, no mundial de Rallyes sendo campeão do mundo em 1977, 78, 80, 81, batendo a rival Ford, nesses anos, mas os meios também já eram outros, sempre com 3 ou 4 carros à partida, com pilotos tais como Markku Alen, Walter Rohrl, o falecido Attilio Bettega, Jean Claude Andruet, Vudafieri, Dario Cerrato, enfim, havia dinheiro para toda gente, temos que concordar que o carro era uma grande máquina, com um roncar fora de serie, e a nivel de fiabilidade, muito bom, nunca ganhou o Safari, vai se lá saber porquê, enquanto o Ford RS1800 o ganhou.
Passou muitas vezes pela Figueira, quando o Vinho do Porto lá passava, vi pilotos com o Verini, Alen, Bettega, a passear na Figueira, e quando erao mês de Março já cheirava a carros na Figueira. Em Portugal, não teve sucesso, somente uma vitória no Rallye Douro Sul, pelas mãos do Piloto de Aveiro, João Santos, que era cunhado do Nini Russo, chefe de logistica da Abarth....

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

TEAM RENAULT GALP

Nuno Mateus Rallye de Abrantes, na terra o 11 turbo substituia o 5 GT turbo

 Quem não se lembra dos amarelinhos nas especiais por este país fora nos anos 80 e 90, desde o Gomes Pereira que foi o primeiro, Joaquim Moutinho, Inverno Amaral, Bento Amaral, Manuel Mello Breyner, J.C. Macedo, Pedro Azeredo, etc, mas vamos falar do 11 turbo, primeiro grupo A a sério a ser construido, com enorme sucesso em França com o Alain Oreille, Jean Ragnoti, François Chatriot, etc, como é hábito da marca Francesa, a base dos carros é sempre a pensar no campeonato de asfalto em França, e preparar os motores nos fréres Bozian, aqui em Portugal ganhou muitas provas e deu titulo ao super piloto Inverno Amaral, ganhava em todas as superficies, terra ou asfalto, porque tanto o  vi-o ganhar na Figueira, como nas Camélias, esta ultima era para o Bento Amaral, se não tivesse partido a caixa na ultima round da noite de Sintra, grande rallye esse do piloto de Cascais, que eu admirava pessoalmente, tirando os renault da equipa oficial, a Publiracing também corria com a marca francesa, onde nos iniciados se destacou um jovem de Cascais, Nuno Mateus, com excelentes exibições de 5 Gt turbo, grandes detalhes na pilotagem em asfalto,deste piloto, desta equipa saíram bons pilotos, com os concursos que efectuava, grandes tempos do automobilismo nacional.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

CARROS COM MUITA PINTA

Vamos falar de carros com pinta que correram ou passaram pela Figueira, ainda voltarei aos Escorts, mas o Opel Ascona 400 era uma boa máquina, o melhor que a opel fez no Rallyes, substituiu o Chevette no campeonato britanico, e deu um titulo ao Walter, mais um, em 1982, com vitória no Monte Carlo, houve 2 em portugal, o do António Rodrigues, versão Conrero, e do Açoriano José Tavares, vindo directamente da Opel em Russelheim, espectacular este carro. Correram na Figueira em 1983, tendo o António ganho na estreia do carro o Sopete desse ano. Tendo a Cosworth  feito o motor, para ele debitar 240 cv, ganhou em Itália, pelas mãos do Tony, em Inglaterra, com o falecido Henri Toivonen, ganhou pelas mãos do Sueco Anders Kullan, com as cores da Publimmo, e na Alemanha pelo rápido piloto no asfalto J. Kleint, que vi a treinar na Serra da Boa Viagem em 1980 e indiquei onde era o grande Hotel.

Henri Toivonen Portugal 1982


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

RALLY BLOQUEADO NA FIGUEIRA 1983

Estavamos em 1983, etapa Estoril/Póvoa, a prova passava no nosso troço da Boa viagem, de noite, o pessoal todo na serra á espera do rallye, e nunca mais passava a Michelle Mouton, que era nr 1 nesse ano, pois tinham ficado ploqueados na Ponte pelos trabalhadores da Vidreira da Fontela, que escolheram esta opção para dar nas vistas, não foi a melhor porque o rallye só veio para a Figueira em 1995, passados alguns anos, com a agravante de ser só partida e chegada, só em 1997 é que fizeram aquela miséria na Serra, que foi anulada pelo Makinen. O troço da Boa Viagem desapareceu para sempre do WRC nesse ano, ainda tive a sorte de ver os treinos dos Lancia 037 (Alen, Rohl, Vudafieri) toda á tarde na Serra, e era 4ª feira, dia que não tinha aulas á tarde, enchi a barriga nesse dia, e cheguei a casa tarde, lembro-me perfeitamente, a serra estava cheia de pessoal que tinha faltado ás aulas ou já ao trabalho, mas tive a compensação dos meus pais, que me levaram para a Lousã e Candosa, vitória nesse ano de Hannu Mikolla/Arne Hertz. Quem ficou a perder foi a Figueira e o automobilismo, e não o imbecil que teve a ideia de bolquear os carros na ponte.